Repensando a segurança de OT: por que uma abordagem centrada em TI não é suficiente

A segurança OT não é um problema de TI, e tratá-la como tal é o erro que a maioria das organizações comete.

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Segurança cibernética
A infraestrutura de TI corporativa, em conjunto com os sistemas de produção industrial, representa uma convergência segura entre a tecnologia da informação (TI) e a tecnologia operacional (OT) para proteger as operações críticas.

Durante décadas, a tecnologia operacional viveu em seu próprio mundo. Os sistemas que operavam chão de fábrica, redes de energia elétrica e estações de tratamento de água eram isolados por padrão — e esse isolamento constituía a estratégia de segurança. Ninguém de fora do prédio conseguia acessá-los; portanto, ninguém de fora do prédio representava uma ameaça.

Esse mundo já não existe mais. E, pela minha experiência, a maioria das equipes de segurança ainda não percebeu o que isso realmente significa.

A convergência ocorreu mais rapidamente do que a mudança de mentalidade

A adoção da IIoT, as operações remotas, o acesso de fornecedores, a conectividade com a nuvem — tudo isso, de forma discreta, conectou os ambientes de OT à mesma superfície de ataque voltada para a internet que tem como alvo todas as outras partes da empresa. Os ganhos em eficiência são reais. Mas a exposição também o é.

O maior risco à segurança de OT não é um invasor sofisticado. É uma rede convergente sendo defendida com uma mentalidade não convergente.

O que quero dizer com isso é o seguinte: os instintos de segurança de TI — aplicar patches rapidamente, isolar de forma agressiva, priorizar a confidencialidade — não se aplicam diretamente aos ambientes de OT. Quando o sistema comprometido controla uma linha de produção ou uma subestação de energia, colocá-lo fora de operação não é uma precaução. É um evento operacional. Às vezes, um evento de segurança.

Cinco diferenças que todo líder de segurança precisa entender

Após mais de 25 anos realizando projetos de convergência entre OT e TI nos setores de manufatura, energia e infraestrutura crítica, estas são as lacunas que observo com mais frequência:

1. Prioridade: a disponibilidade supera a confidencialidade

Na TI, a confidencialidade vem em primeiro lugar. Na OT, a disponibilidade e a segurança física são a verdadeira prioridade. Um sistema ficar fora do ar pode significar uma paralisação da produção ou um risco físico — não apenas um risco aos dados.

2. Aplicação de patches: rotineira x de alto risco

Os sistemas de TI seguem ciclos regulares de atualização. Os equipamentos de OT, por sua vez, costumam funcionar com hardware antigo que não pode receber atualizações sem um tempo de inatividade programado — ou que não pode receber atualizações de forma alguma sem uma substituição completa.

3. Expectativa de vida: anos x décadas

O hardware de TI é renovado a cada 3 a 5 anos. Os equipamentos de OT podem permanecer em uso operacional por 15 a 25 anos. Muitas vezes, você está protegendo uma infraestrutura que foi projetada antes mesmo de as ameaças cibernéticas modernas existirem.

4. Resposta a incidentes: isolar x avaliar

Na área de TI, isolar um sistema comprometido é a primeira medida a ser tomada. Na área de OT, essa mesma medida pode exigir, primeiro, uma avaliação de segurança física. Uma resposta inadequada pode ser mais perigosa do que a própria ameaça.

5. Visibilidade: mercados maduros x mercados emergentes

Os ambientes de TI geralmente contam com um inventário e um monitoramento sólidos dos ativos. Muitos ambientes de OT ainda não têm uma visibilidade básica do que está conectado à rede — o que torna a detecção precoce de ameaças significativamente mais difícil.

Declaração de Joeri Barbier, diretor global de segurança da informação da Getronics, sobre liderança inovadora em segurança de OT

A conversa que vale a pena ter antes que um incidente nos obrigue a isso

A regulamentação está se atualizando — a NIS2 agora estende explicitamente as obrigações de segurança aos operadores de infraestruturas essenciais. Mas a conformidade não é o motivo para agir. O motivo para agir é que as organizações que estão fazendo isso da maneira certa não estão simplesmente adicionando ferramentas de segurança de TI às redes de OT. Elas estão construindo, do zero, uma estratégia de segurança convergente, que respeita os diferentes modos de falha de cada ambiente.

Esse é um ponto de partida bem diferente — e exige uma conversa bem diferente.

Se você está lidando com a convergência entre OT e TI, gostaria de saber quais foram as maiores dificuldades enfrentadas na sua organização.

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